segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

De vez em Quando

De vez em quando suicido-me.
Nem sinceros, nem verdadeiramente reais
São propósitos e intuito de suicídio.
Esqueço-me simplesmente de viver.
Esqueço a vida nas gavetas,
No fundo dos roupeiros cá de casa,
Na água do banho que corre,
Nos lençóis da cama por fazer,
E fico alheia, absorta,
Vazia de pensamentos.
Tão longe dos sons da vida
Como se real tivesse sido a morte auto-infligida.
Após um tempo, como se acordasse de um sonho,
Volto a ouvir os sons habituais.
As portas dos vizinhos que batem,
A água que corre nos canos,
O transito fora da janela.
E volto a sentir-me outra vez.

De vez em quando suicido-me.
Ou simplesmente… Esqueço-me de viver.

Retirado do melhor blog que segui: Eroticidades
(Que saudades de o ler...)

Sem comentários:

Enviar um comentário