De vez em Quando
De vez em quando suicido-me.
Nem sinceros, nem verdadeiramente reais
São propósitos e intuito de suicídio.
Esqueço-me simplesmente de viver.
Esqueço a vida nas gavetas,
No fundo dos roupeiros cá de casa,
Na água do banho que corre,
Nos lençóis da cama por fazer,
E fico alheia, absorta,
Vazia de pensamentos.
Tão longe dos sons da vida
Como se real tivesse sido a morte auto-infligida.
Após um tempo, como se acordasse de um sonho,
Volto a ouvir os sons habituais.
As portas dos vizinhos que batem,
A água que corre nos canos,
O transito fora da janela.
E volto a sentir-me outra vez.
…
De vez em quando suicido-me.
Ou simplesmente… Esqueço-me de viver.
Retirado do melhor blog que segui: Eroticidades
(Que saudades de o ler...)
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