quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

SONETO INCOMPLETO

Paulo Esdras · Salvador (BA) · 7/3/2008


Cunhado em sangue,
Marcado a fogo,
Cantado pelo silêncio,
Chorado em mares já navegados.

Palavras dispensáveis.
Versos que não alcançam...
Morrem afogados pelo desejo
E renascem como as esperanças.

Transformado, sempre transformado.
Mesmo sem chama, ilumina a lembrança
E aquece esquecendo o clima gelado da solidão.

Incompleto, sempre incompleto.
Como soneto sem último verso.


Retirado de: www.overmundo.com.br

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